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Liturgia Diária

15 de agosto de 2026

Primeira Leitura

Ez 18,1-10.13b.30-32

PRIMEIRA LEITURA Vou julgar cada um de vós segundo a sua conduta. Leitura da Profecia de Ezequiel 18,1-10.13b.30-32 1 A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2 "Que provérbio é esse que andais repetindo em Israel: 'Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados?' 3 Juro por minha vida - oráculo do Senhor Deus - já não haverá quem repita esse provérbio em Israel. 4 Todas as vidas me pertencem. Tanto a vida do pai como a vida do filho são minhas. Aquele que pecar, é que deve morrer. 5 Se um homem é justo e pratica o direito e a justiça, 6 não participa de refeições rituais sobre os montes, não levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel, não desonra a mulher do próximo, nem se aproxima da mulher menstruada; 7 se não oprime ninguém, devolve o penhor devido, não pratica roubos, dá alimento ao faminto e cobre de vestes o que está nu; 8 se não empresta com usura, nem cobra juros, afasta sua mão da injustiça, e julga imparcialmente entre homem e mulher; 9 se vive conforme as minhas leis e guarda os meus preceitos, praticando-os fielmente, tal homem é justo e, com certeza, viverá - oráculo do Senhor Deus. 10 Mas, se tiver um filho violento e assassino, que pratica uma dessas ações, 13b porque fez todas essas coisas abomináveis, com certeza, morrerá; ele é responsável pela sua própria morte. 30 Pois bem, vou julgar cada um de vós, ó casa de Israel, segundo a sua conduta - oráculo do Senhor Deus. Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de cair em pecado. 31 Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? 32 Pois eu não sinto prazer na morte de ninguém - oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!" Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial

Sl 50(51),12-13.14-15.18-19 (R. 12a)

Salmo responsorial Sl 50(51),12-13.14-15.18-19 (R. 12a) R. Ó Senhor, criai em mim, um coração que seja puro! 12 Criai em mim um coração que seja puro,* dai-me de novo um espírito decidido. 13 Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,* nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! R. 14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo* e confirmai-me com espírito generoso! 15 Ensinarei vosso caminho aos pecadores,* e para vós se voltarão os transviados. R. 18 Pois não são de vosso agrado os sacrifícios,* e, se oferto um holocausto, o rejeitais. 19 Meu sacrifício é minha alma penitente,* não desprezeis um coração arrependido! R. Evangelho - Mt 19,13-1

Evangelho do Dia

Mt 19,13-15

Evangelho - Mt 19,13-1 Aclamação ao Evangelho Mt 11,25 R. Aleluia, Aleluia, Aleluia. V. Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! EVANGELHO Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 19,13-15 Naquele tempo, 13 levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14 Então Jesus disse: "Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus". 15 E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali. Palavra da Salvação.

Reflexão

Abertura ao Reino: A Criança como Modelo

No Evangelho de Mateus 19,13-15, somos convidados a refletir sobre a importância das crianças no Reino de Deus. Jesus, ao acolher as crianças que lhe eram trazidas, nos ensina que a simplicidade e a pureza de coração são essenciais para a vida espiritual. Os discípulos, ao tentarem afastar as crianças, representam uma visão limitada que muitas vezes encontramos em nossa sociedade: a ideia de que apenas os "importantes" ou "adultos" têm acesso a Deus. No entanto, Jesus inverte essa lógica, afirmando que o Reino dos Céus pertence aos pequenos. Essa passagem nos convida a cultivar uma atitude de abertura e acolhimento, não apenas em relação às crianças, mas também em relação a todas as pessoas que, de alguma forma, são marginalizadas ou consideradas menos importantes. A simplicidade das crianças nos lembra que a fé não precisa ser complicada; ela é um relacionamento genuíno com Deus, baseado na confiança e na entrega. Em nossa vida cotidiana, podemos aplicar essa mensagem ao nos tornarmos mais receptivos e humildes, buscando aprender com aqueles que muitas vezes ignoramos. Que possamos abrir nossos corações para as lições que as crianças nos oferecem e nos esforçar para viver a fé com a mesma inocência e alegria. Senhor, ajuda-nos a ser como crianças em nossa fé, acolhendo Teu Reino com simplicidade e amor. Amém.